Resenha: Temporada de Acidentes – Moïra Fowley-Doyle

DSC07787Editora: Intrínseca

Número de Páginas: 256

Data de Publicação: 2016

Skoob: Adicione

Nota: 3/5

Livro físico: Saraiva / Submarino / Livraria Cultura / Amazon

E-book: Livraria Cultura / Amazon

Sinopse: Guardem as facas, protejam as quinas dos móveis, não mexam com fogo. A temporada de acidentes vai começar.
Acontece todo ano, na mesma época. Todo mês de outubro, inexplicavelmente, Cara e sua família se tornam vulneráveis a acidentes. Algumas vezes, são apenas cortes e arranhões. Em outras, acontecem coisas horríveis, como quando o pai e o tio dela morreram. A temporada de acidentes é um medo e uma obsessão. Faz parte da vida de Cara desde que ela se entende por gente. E esta promete ser uma das piores.
No meio de tudo, ainda há segredos de família e verdades dolorosas, que Cara está prestes a descobrir. Neste outubro, ela vai se apaixonar perdidamente e mergulhar fundo na origem sombria da temporada de acidentes. Por que, afinal, sua família foi amaldiçoada? E por que não conseguem se livrar desse mal?
Uma narrativa sombria, melancólica e intensa sobre uma família que precisa lidar com seus segredos e medos antes que eles a destruam.

Opinião da Leitora: Esse foi mais um livro lido por causa do Clube de Leitura. A sinopse é atrativa e desperta a curiosidade do leitor. Leva a crer que é um young adult bem diferente do que estamos acostumados, focando não na vida escolar e nos romances adolescentes, mas sim em um mistério bem peculiar. Realmente o livro não envereda pelo caminho mais fácil e aborda temas pesados numa narrativa que utiliza o suspense como alavanca. O problema é a forma como a obra é desenvolvida.

A narração é feita em primeira pessoa por Cara, uma adolescente que mora com a mãe (Melanie), a irmã (Alice) e um “irmão postiço” (Sam). A dinâmica familiar é um tanto diferente. Após ficar viúva do pai das meninas, Melanie se casa com o pai de Sam (Christopher). Sem muitas explicações, Christopher abandona todos, inclusive Sam, que continua na casa como filho de Melanie. E todos são vítimas da chamada “temporada de acidentes” que acomete a família todo mês de Outubro. As consequências vão desde de arranhões e machucados até a morte.

É difícil não se sentir envolvido pela temática, ainda mais eu que sou ávida por mistérios. Contudo, a autora peca no modo como a história se desenrola. A narrativa é lenta, cansativa e modorrenta. Os artifícios utilizados por Moïra  não me encantaram, mas acredito que agrade à outras pessoas. Ela utiliza muitas metáforas fantásticas e descrições detalhadas de pontos irrelevantes para a trama. Toda a parte fantasiosa da história não me envolveu e me fez tirar muitos pontos do livro. Já a parte real e direta é muito mais interessante. Infelizmente a autora demora a revelar suas intenções e o tema verdadeiro do livro. Quando finalmente entendemos sobre o que se trata a história, terminamos a leitura. Acredito que Moïra se preocupou tanto em camuflar os segredos por trás da temporada de acidentes que perdeu a oportunidade de discutir melhor um tema tão forte e importante. Apesar da autora dar algumas pistas durante a narrativa, a revelação não deixa de ser surpreendente. Porém, o suspense não se sustenta e cheguei ao final do livro mais preocupada em terminar a leitura do que em desvendar o mistério.

Outro ponto que me fez não aproveitar tanto a leitura foi o material humano. Os personagens não são cativantes, chegam a ser chatos. A narração feita por Cara contribuiu para que eu não sentisse empatia por ninguém. Sua visão oblíqua impede que conheçamos mais Alice, que é de longe mais interessante que a irmã. Se conectar com os personagens é o primeiro passo para gostar de um livro, e isto não aconteceu aqui.

Embora seja um tema importante, Moïra Fowley-Doyle não executou da forma esperada. A abordagem poderia ser feita de forma mais interessante e agradável. No final achei um livro mediano, mas tenho certeza que funciona para outras pessoas.

Já leu? O que achou?

 

Top 5 livros da minha wishlist

Chegamos ao melhor mês do ano: Maio, o mês do meu aniversário. Tudo bem que completo 27 anos só no último dia do mês, mas a contagem regressiva já começou. Não me faço de rogada e digo que adoro ganhar presente sim! De todos os tipos. Roupas, acessórios, maquiagem e… livros!

Existem três motivos que provam que livros são um presente coringa quando o presenteado é um apreciador de literatura:

  • Livro nunca é demais: não importa quantos livros a pessoa tem ou quantos ela já leu, ela vai querer ler outros.
  • Livro não é caro: a crise tá aí e as lojas estão perdendo a noção nos preços. Já os livros continuam sendo razoáveis, com menos de R$ 40 você compra um presente que vai agradar.
  • Livro é fácil de trocar: se por acaso a pessoa já tiver o título escolhido ou simplesmente não se interessar pelo tema, é só ela ir na livraria onde ele foi comprado e trocar por algum livro de seu desejo.

Para evitar a utilização da última vantagem, é sempre bom prestar atenção no que a pessoa costuma ler e gostar. Por exemplo, eu adoro livros policiais e romances divertidos, mas não gosto de biografias e tenho restrições com fantasias (só Harry Potter e Percy Jackson vivem no meu coração). Com o objetivo de ajudar os amiguinhos, aqui vai um top 5 livros que eu gostaria de ganhar no meu aniversário:

1. Ligações – Rainbow Rowell

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Já li dois livros dela e curti bastante. É romance sem ser aquele água com açúcar tipo Nicholas Sparks.

Para comprar: Saraiva / Submarino / Amazon

2. Tudo e Todas as Coisas – Nicola Yoon

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Me apaixonei pela capa e pelo marcador de página que vinha com ele na Saraiva. Estava fugindo de young adults, mas as resenhas positivas no Skoob me fizeram mudar de ideia. Fora que concorreu ao Choice Awards do Good Reads, então deve ser bom.

Para comprar: Saraiva / Submarino /Amazon

3. O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares – Ransom Riggs

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Aí está um livro de fantasia que estou querendo dar uma chance. Vai virar filme do Tim Burton 😀

Para comprar: Saraiva / Submarino /Amazon

4. A Garota Perfeita – Mary Kubica

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Livro lançado esse ano com um toque de mistério.

Para comprar: Saraiva /Amazon

5. Todo e qualquer livro da Agatha Christie que eu ainda não tenha lido

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Agatha Christie é meu amor maior. Meu objetivo de vida é ler todos os romances policiais dela. Depois de ler mais de 30 livros da autora, as histórias começam a soar muito parecidas e as surpresas diminuem. Apesar disso, ainda aproveito a maioria dos títulos. Os que eu não li são:

A Extravagância do Morto
A Mão Misteriosa
A Mina de Ouro
A Morte no Nilo
A Ratoeira – e outras peças
A Teia da Aranha
Assassinato no Beco
Cem Gramas de Centeio
E No Final a Morte
Enquanto Houver Luz
Mistério no Caribe
Morte na Mesopotâmia
Morte na Praia
Morte na Rua Hickory
O Cadáver Através do Biombo
O Cavalo Amarelo
O Inimigo Secreto
O Mistério de Sittaford
O Misterioso Sr. Quin
O Natal de Poirot
O Visitante Inesperado
Os Trabalhos de Hércules
Os Três Ratos Cegos e Outras Histórias
Passageiro para Frankfurt
Poirot Perde uma Cliente
Poirot Sempre Espera
Portal do Destino
Punição Para Inocência
Testemunha da Acusação
Um Acidente e Outras Histórias
Um Passe de Mágica
Um Pressentimento Funesto

Para comprar: Amazon

Esses são só alguns exemplos, tem dezenas de livros que gostaria de ler e muitos outros que nem devo saber que quero ler ainda. No meu perfil do Skoob tem toda a lista de livros desejados.

Independente do que for o presente e do seu valor, a intenção da pessoa conta mais. Ver que alguém se preocupou em escolher algo para te dar é uma sensação ótima, até quando o presente não agrada tanto. Porém, melhor ainda é ter a presença, o carinho e a atenção de quem a gente ama <3

Resenha: Navegue a Lágrima – Letícia Wierzchowski

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Editora: Intrínseca

Número de Páginas: 208

Data de Publicação: 2015

Skoob: Adicione

Nota: 3/5

Livro físico: Saraiva / Submarino / Livraria Cultura

E-book: Saraiva / Livraria Cultura

Sinopse: Uma casa de praia, num idílico balneário no Uruguai, é o cenário de duas histórias de amor e perdas, separadas no tempo. Consumida pelo luto, a editora Heloísa escolhe se afastar da cidade onde morava e levar uma vida de isolamento na residência de veraneio que pertenceu à Laura Berman, uma escritora consagrada.
Entre muitos drinques, cercada de pertences e memórias dos antigos moradores, Heloísa começa a ser visitada pelas lembranças guardadas entre aquelas quatro paredes: a correria de crianças, dias de sol preguiçosamente passados à beira da piscina, o romance terno de Laura e seu marido Leon. Se é delírio ou magia, a nova moradora não consegue distinguir. Aos poucos, enquanto revira baús, ela mergulha no universo conflituoso da escritora, descobre pequenas traições cotidianas e o inexorável desgaste realizado pela passagem do tempo nas relações mais sólidas. Essa compreensão permite que, lentamente, Heloísa consiga enfrentar seus próprios fantasmas e desvelar a história de uma grande paixão.

Opinião da Leitora: Não sei se todos sabem, mas participo de um clube de leitura que se encontra mensalmente para discutir um livro escolhido no mês anterior. O grupo que participa é bem heterogêneo, mas todos são divertidos e simpáticos. Quem quiser saber mais sobre os encontros, é só entrar no Salada Mista (blog da Elise, criadora do clube).

Toda essa introdução foi para dizer que “Navegue a Lágrima” foi o livro que discutimos no encontro de abril. Quis ressaltar este fato porque é uma obra que eu normalmente não escolheria. Letícia Wierzchowski é uma escritora brasileira, autora de “A Casa das Sete Mulheres” (que vocês podem não ter lido, mas com certeza sabem que virou minissérie na Globo). Nunca tinha lido nada dela, então não sabia o que esperar.

Percebi que Letícia preza muito pela escolha de palavras. O texto, apesar de prosa, é quase uma poesia tamanho o cuidado da autora nesse aspecto. A história é contada em primeira pessoa por Heloísa. No lugar de diálogos, são apresentados inúmeros devaneios, reflexões e narrativas feitas pela personagem. Em muitos momentos Heloísa conversa diretamente com o leitor, artifício este que me incomoda. Ela mistura sua própria história com a dos antigos moradores da casa, fazendo correlações entre os acontecimentos em ambas as famílias. Não espere grandes clímax, é uma leitura profunda, reflexiva e sem sobressaltos.

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A capa e a diagramação são lindas. As páginas começam quase na metade, imagino que seja um recurso para dar maior volume ao livro. As letras azuis são muito bonitos, mas dificultam um pouco a leitura.

Admito que é um livro bem escrito e construído com cuidado, mas não me pegou. Acredito que este tipo de leitura pede uma empatia maior para ser apreciada, o que não aconteceu comigo. Não consegui me conectar com as personagens e suas histórias, por isso acabei achando o livro sem graça e chato em alguns momentos. A maior prova de que vai muito de pessoa para pessoa é que eu fui a única do clube que não gostou. Todos os outros se emocionaram e recomendam a leitura.

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A problemática do “bela, recatada e do lar”

Depois de quatro dias da infame publicação da Veja sobre a “quase primeira-dama” Marcela Temer, todos devem ter se deparado com uma infinidade de fotos com a hashtag #belarecatadaedolar. Apesar de ser quase impossível não estar ciente da polêmica, muitas pessoas ainda têm dúvidas quanto a razão que levou o artigo a despertar debates, discussões e protestos na internet.

Minha reflexão pode estar saindo tarde, mas achei importante utilizar este espaço para expor minha opinião.

Assim que vi a manchete “Marcela Temer: bela, recatada e ‘do lar'”, revirei os olhos. Achei o título muito século XX, mas poderia ser só uma infelicidade de escolha de palavras. Após ler a matéria na íntegra, fica claro que não foi o caso. O texto é tão absurdo e caricato que quase parece deboche (não sei se foi ou não, então vou escrever como se não tivesse sido).

Marcela Temer é uma mulher de sorte

Na primeira frase já se pode perceber que a reportagem quer emitir uma opinião. Não foi Marcela que disse que é uma mulher de sorte, foi a autora. O modo como a jornalista desenvolve o texto dá a entender que o grande sonho de toda mulher é encontrar o mais rápido possível um homem experiente e que tenha condições de dar a ela uma vida de luxos com direito a encontros em lugares caros. Pode ser o sonho de algumas, mas não de todas. Isto é reduzir muito os desejos femininos e simplificar o significado de uma relação bem sucedida. Casamento não é a maior conquista que uma mulher pode ter e homem poderoso e com dinheiro não é sinônimo de bom marido.

Bela, recatada e “do lar”

O tal conjunto de característica que fez com que a polêmica explodisse pode parecer inocente, mas apresenta uma imagem retrógrada de que “mulher perfeita” é aquela dependente, pudica e linda.

O primeiro problema é restringir a personalidade e a vida da vice-primeira-dama à beleza e ao decoro sem nem ao menos ouvi-la. Marcela não foi entrevistada. Não sei se tentaram e ela se recusou a falar ou se nem foi procurada. Sem voz própria, os depoimentos sobre ela foram dados pelo cabeleireiro, estilista e alguns parentes. Marcela é descrita como um objeto decorativo cuja função é dedicar-se apenas aos cuidados com o filho, com a casa e com ela mesma (afinal, a beleza precisa ser assegurada), mantendo-se sempre afastada dos holofotes.

Outro ponto a ser discutido é o fato de apresentarem estes adjetivos como qualidades super valorizadas, quase como um “modelo a ser seguido”. Não existe nada de errado em ser bela, recatada e do lar, o problema é considerar como dignas apenas as mulheres que são assim.

Michel Temer é um homem de sorte

Após cinco parágrafos exaltando a formosura e decência de Marcela, a matéria é encerrada com a frase acima. Mais uma vez generalizando os desejos do gênero, desta vez o masculino, e reforçando o valor de uma mulher bela recatada e do lar. Como se todos procurassem mulheres neste padrão e como se essas características fossem essenciais na hora de escolher uma esposa.

20160422_104752Esta reportagem prova como ainda existe muito machismo incrustado na sociedade. O caminho da desconstrução é longo. Mas felizmente as mulheres estão cada vez mais conquistando seu espaço, sua voz e tendo consciência de que podem ser do lar, do bar, da ciência, das artes, do mundo… de onde elas quiserem! E ninguém tem nada a ver com isso.

Resenha: Álbum de Casamento – Nora Roberts

Lembram da novidade do último post? Já comecei minha colaboração lá no Pippa Quer Casar. E esse foi o livro escolhido para minha primeira resenha. Como ainda não tinha falado dele por aqui, resolvi trazer minha opinião para o blog também.

Nora Roberts

Editora: Arqueiro

Número de Páginas: 280

Data de Publicação: 2013

Skoob: Adicione

Nota: 5/5

Livro físico: Saraiva / Submarino / Livraria Cultura

E-book: Saraiva / Livraria Cultura

Sinopse: Quando crianças, as amigas Parker, Emma, Laurel e Mac adoravam fazer casamentos de mentirinha no jardim. E elas pensavam em todos os detalhes. Depois de anos dessa brincadeira, não é de surpreender que tenham fundado a Votos, uma empresa de organização de casamentos bem-sucedida. Mas, apesar de planejar e tornar real o dia perfeito para tantos casais, nenhuma delas teve no amor a mesma sorte que tem nos negócios. Até agora. Com várias capas de revistas de noivas no currículo, a fotógrafa Mac é especialista em captar os momentos de pura felicidade, mesmo que nunca os tenha experimentado em sua vida. Por causa da separação dos pais e de seu difícil relacionamento com eles, Mac não leva muita fé no amor. Por isso não entende o frio na barriga que sente ao reencontrar Carter Maguire, um colega de escola com o qual nunca falara direito. Carter definitivamente não é o seu tipo. Professor de inglês apaixonado pelo que faz, ele cita Shakespeare e usa paletó de tweed. Por causa de uma antiga quedinha por Mac, fica atrapalhado na frente dela, sem saber bem como agir e o que falar. E mesmo assim ela não consegue resistir ao seu charme. Agora Carter está disposto a ganhar o coração de Mac e convencê-la de que ela é capaz de criar suas próprias lembranças felizes.

Opinião da leitora: Primeiro livro da série Quarteto de Noivas, Álbum de Casamento tem a função de apresentar ao leitor essas quatro amigas que comandam a Votos. Cada uma tem uma personalidade distinta e um posto específico dentro da empresa, sendo possível se identificar com pelo menos uma delas. O foco deste primeiro volume é em Mac, a fotógrafa do grupo. Divertida, intensa e com personalidade forte, sua grande dificuldade é se envolver profundamente com alguém. Aí é que entra Carter. Apesar do estereotipo de nerd, Nora Roberts conseguiu desenvolver bem a personalidade de Carter. Acredito que ele seja o ponto alto do livro. Extremamente apaixonante.

Como vocês podem perceber pela sinopse, o livro não se propõe a fazer muitos mistérios. O final da trama é bem previsível, mas isso não tira o prazer de acompanhar uma bonita história de amor. O desenrolar é leve e espirituoso, facilitando a leitura e envolvendo os corações dos leitores. A história flui tão bem que é possível devorar o livro rapidamente.

Além de Mac e Carter, a autora consegue apresentar bem as outras integrantes do quarteto. O relacionamento entre as amigas é lindo de se ver e acompanhar a descrição do trabalho delas com os casamentos é um deleite para todos que são apaixonados pelo tema. Álbum de Casamento nos deixa com um gostinho de quero mais para ler os próximos livros e descobrir um pouco mais sobre Emma, Laurel e Parker.

Para todos que gostam de um bom romance contemporâneo e são apaixonados pela temática casamento, eu recomendo a leitura!

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Pausa para ser feliz (e uma novidade ótima!)

É cara de pau demais desejar “Feliz Ano Novo” no 1º dia do 4º mês do ano? Desculpa se for. Sei que negligenciei o blog por três meses inteiros, mas tenho uma justificativa: estava sendo feliz.

Não que a felicidade impeça o blog de existir. Longe disso, afinal o nome é Avenida Felicidade. Ele foi criado para ser meu espaço de expressão de todo e qualquer sentimento. Confesso que durante os quase dois anos de vida (nem acredito que vai fazer dois anos :O) eu usei o blog como válvula de escape de discussões internas pessoais, desabafos e reflexões provocadas por acontecimentos cotidianos. Basicamente eu transformava as dúvidas e dores em texto. Então foi natural diminuir a frequência de postagens quando as dúvidas e dores deixaram de acontecer.

“E por que você não compartilhou essa felicidade durante esses meses?” Tem gente que acredita que compartilhar a felicidade pode causa inveja e de alguma forma influenciar negativamente. Essas pessoas preferem guardar a sete chaves todas as suas conquistas, amores e alegrias. Eu não sou deste tipo. Nunca fui e acredito que dificilmente serei. Não preciso anunciar minha vida para todo mundo, mas gosto sim de compartilhar. Tanto o que me faz bem quanto o que me faz mal. Só que às vezes você se preocupa tanto em anunciar sua felicidade que esquece de vivê-la. E foi isso que eu fiz. Não tenho aparecido por aqui porque estava vivendo minha felicidade.

E meu retorno não tem nada a ver com o fim deste momento, mas sim com outra novidade ótima: fui convidada para ser colaboradora no blog Pippa Quer Casar. O site pertence a duas queridas (Tati e Mari) que são responsáveis pela empresa de cerimonial Pippa Eventos Sociais. Lá no blog falarei sobre dois assuntos muito recorrentes aqui: livros e viagens. Então pretendo aproveitar essa nova motivação e retomar a atividade do blog.

Por fim, desejo a vocês que o resto de 2016 seja tão bom quanto o início foi para mim!

 

Sinta

Sinta a atração
A paixão
O tesão

Sinta o amor
O calor
A dor

Sinta o que for
Mas sinta
E não esconda o que sentir

Resenha: O Casamento da Princesa – Meg Cabot

IMG_20151027_105053Início da leitura: 20/10/2015

Fim da leitura: 26/10/2015

Páginas: 448

Nota: 5/5

Editora: Galera Record

Compre: Saraiva / Submarino

Sinopse:  No novo volume de O Diário da Princesa, cinco anos se passaram desde que Mia se formou na faculdade — e sua vida anda bem agitada. Ela coordena um centro comunitário em Nova York, continua perdidamente apaixonada por Michael e está sempre cheia de compromissos reais na agenda. E por falar em compromisso… A imprensa não perde uma oportunidade de maldizer a vida do casal. Por que não se casaram até hoje? Existe outro pretendente? Como a família real permite que ela passe as noites fora de casa? Os paparazzi vivem atrás da princesa, mas ela tem outras prioridades. Até passar um fim de semana romântico com seu amor nas Bahamas. Será que chegou mesmo a hora do “felizes para sempre”?

Opinião da leitora: Depois de 6 anos sem uma continuação da série O Diário da Princesa, Meg Cabot presenteia seus fãs com O Casamento da Princesa. E é claramente um presente para quem acompanha a saga da Princesa Mia desde o primeiro volume. O sentimento de nostalgia é constante.
Todos os personagens presentes nos romances anteriores estão de volta, mesmo a história não tendo continuado do ponto que terminou Princesa Para Sempre. Para mim isto foi uma ótima sacada da autora. Minha maior alegria foi ver esse salto no tempo até o 26º aniversário de Mia (mesma idade em que eu me encontro). Não faria sentido continuar com a história de uma adolescente seis anos depois do último lançamento. Afinal, todos que acompanham a saga desde o início já cresceram também.
A evolução foi perceptível. Mia cresceu como pessoa, está mais feminista do que nunca (só amor) e mais madura, sem perder seu típico jeito estabanado e divertido. Não só a princesa, mas todos seus amigos e parentes mantiveram suas características principais apesar do tempo que passou.
Apesar do título, o casamento real é apenas um dos eixos da história. Os outros não vou contar para não estragar a surpresa, mas são todos muito bem desenvolvidos.
É difícil ser parcial com uma obra que fez parte da minha adolescência. Eu cresci junto com a Mia. Para quem não tem um carinho pela série, dificilmente este será um livro marcante. Mas para quem é fã, esta é mais uma deliciosa história da nossa princesa preferida.

Para quem não lembra dos títulos anteriores, aqui vai a lista:

  • O Diário da Princesa – Livro que deu origem à série de filmes, conta a história de Mia, uma adolescente de catorze anos que se acha uma “aberração” por ter um metro e oitenta de altura e nenhum peito. Vivendo problemas cotidianos, como a rivalidade com uma colega, a paixão pelo garoto mais popular do colégio, e questionando o fato de sua mãe namorar o seu professor de álgebra (um conhecido dela, quando em Nova Iorque e em Manhattan, onde vive, milhares de outras pessoas existem), ignora sua condição de herdeira ao trono do pequeno principado de Genovia (um fictício país europeu). Mia vem a saber disto quando seu pai, a quem vê apenas nos natais, descobre não poder ter mais filhos em razão de um câncer no testículo, e finalmente revela à filha sua condição nobiliárquica: Mia é uma princesa.[2]
  • O Diário da Princesa 2, A Princesa sob os Refletores – O livro começa com a mãe de Mia, Helen Thermopolis – uma artista plástica -, revelando estar grávida de seu professor de álgebra – algo que a garota repudia . Além disso, tem de tomar aulas com a avó paterna (a quem chama de Grandmére – avó em francês) em como ser uma princesa. Mia tem de escrever “outro” diário para a professora de inglês, já que o seu verdadeiro diário não pode ser lido por ninguém. Mia prepara-se para uma entrevista importante, e sua mãe prepara-se para casar. Além disso, alguém começa a escrever cartas como um admirador secreto a ela, o que a faz pensar que é Michael (irmão da sua melhor amiga).[3]
  • O Diário da Princesa 3, A Princesa Apaixonada – O natal esta chegando e com ele o momento em que a princesinha nova-iorquina Mia Thermopolis será finalmente apresentada aos seus suditos da Genovia. O treinamento com sua avó esta cada dia mais duro. E ela ainda tem de enfrentar a gravidez de sua mãe, seu novo padrasto e um inverno rigoroso. Mas o que mais a preocupa não é com a agenda que a espera em seu novo país, e sim se conseguirá chamar a atenção de Michael, o irmão de sua melhor amiga, por quem Mia esta perdidamente apaixonada, apesar de já ter um namorado: Kenneth – Kenny – Showalter.
  • O Diário da Princesa 4, A Princesa à Espera – Mia está na Genovia, longe de Michael, morrendo de saudades de seu namorado. E nem consegue falar com ele! Enquanto isso, a princesa apela para que a Genovia instale parquímetros, mas não consegue e ainda tem que lidar com seu primo mimado, o Príncipe René, a quem Grandmère adora e com seu discurso para encontrar o príncipe William. Em meio a isso, sua avó lhe dá Jane Eyre para ler e diz para ela não correr atrás dos garotos. Tina e Mia seguem as instruções, mas param quando Tina perde o namorado, Dave Farouq El-Abar. Qual o melhor jeito para lidar com namorados?
  • O Diário da Princesa 5, Princesa de Rosa Shocking Mia comemora seu aniversário em um restaurante, onde, após tropeçar em Rommel, o cachorro de Grandmère e derrubar sopa na princesa viúva, o auxiliar de garçom Jangbu Panasa é demitido. Lilly fica revoltada e inicia um protesto, paralisando o serviço de hotéis, restaurantes e bares em Nova York. Mia se preocupa em ir à festa de formatura com Michael, mas ele não quer. E em seu aniversário, Lilly beija Jangbu e Boris (o antigo namorado de Lilly) se torna o namorado de Tina. Para ir à festa de formatura, Mia deve convencer Michael. Como?
  • O Diário da Princesa 6, A Princesa Em Treinamento Mia sofre com a ausência de Michael em sua vida, pois ele está na faculdade. Tira seu primeiro B em inglês, pois a nova professora de inglês, a Srta. Martinez, acha que ela ainda não está preparada para escrever e se dá mal em Geometria. Para coroar, Lilly a nomeia para presidente do Conselho Estudantil. Como Mia vai concorrer com a Lana, a garota mais popular da escola?
  • O Diário da Princesa 7, A Princesa na Balada – Mia é presidente do Conselho Estudantil e em sete meses acaba com os fundos na compra de latas de lixo, na qual a impressão sai errada ficando Bala, em vez de Lata. A princesa precisa arranjar dinheiro para alugar o salão para a festa de formatura do último ano. Sua avó organiza uma peça contando a história da família real da Genovia, em que Mia deve beijar um garoto que não é Michael. E o seu namorado vai dar uma festa com pessoas da faculdade. Será que ela, presidente do conselho estudantil , futura governante de Genovia e prestes a se tornar estrela de um musical, não está pronta para a balada?
  • O Diário da Princesa 8, A Princesa no limite – Desta vez, tudo parece estar bem para Mia: conseguiu passar de ano e se livrou da responsabilidade de ter a presidente do conselho estudantil. Mas rapidamente ela percebe que o ano está longe de ser cor-de-rosa… A professora de Inglês a inscreveu na matéria de Introdução à Escrita Criativa, e todo mundo sabe que a Princesa da Genóvia quer mesmo é ser uma grande escritora no futuro – será que a sra. Martinez não vê que ela já sabe tudo sobre criatividade? Além disso, logo agora quando Mia achava que tinha se livrado de Álgebra e de Geometria, ela tem de aturar Pré-Cálculo! E, pelo amor de tudo que é genoviano, por que Lilly a indicou para ser presidente do conselho de novo?! Mas nada disso se compara às novidades que Michael tem para contar. Tudo bem que Mia torce pelo sucesso do namorado, mas ele precisava inventar um protótipo de braço robotizado para cirurgias cardíacas, tão perfeito que vai ser construído por uma empresa no Japão? O pior de tudo é que com isso ele ficará longe não por uma semana, nem mesmo por um mês – Michael vai morar no Japão por um ano inteiro, ou mais! Mia precisa convencê-lo a ficar. E para isso está disposta a usar qualquer argumento? Até Fazer Aquilo? Esperar ou não esperar? O futuro do seu namoro está em jogo e muitas lágrimas vão rolar.
  • O Diário da Princesa 9, Princesa Mia – Mia precisa discursar em um baile de Gala. Mas, o que ela teria a dizer? E agora que Michael terminou de vez com ela, Mia não consegue levantar da cama e seu peito tem problemas para entrar no soutien. Para completar, sua melhor amiga a odeia e alguém criou um site onde todos a odeiam. Para completar, Mia descobriu um documento que mudará para sempre a história da Genovia…Como ser princesa num mar de problemas?
  • O Diário da Princesa 10, Princesa Para Sempre – Vários acontecimentos e decisões importantes tomam conta da vida de Mia! Ela foi aceita em todas as faculdade dos sonhos, seu aniversário de gala está chegando, sem falar no baile de formatura ( que por algum motivo ela não pode ir ) e as primeiras eleições da história de Genovia onde aparentemente seu primo Rene esta liderando.Para deixar a vida dela ainda mais atordoada, Michael está de volta do Japão,mais charmoso do que nunca e Mia fica em dúvida se o aparentemente perfeito J.P. é mesmo “o cara” da vida dela.
  • O Diário da Princesa 11, O Casamento da Princesa

Fonte: Wikipedia




Resenha: Extremamente Alto & Incrivelmente Perto – Jonathan Safran Foer

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Início da leitura: 07/10/2015

Fim da leitura: 19/10/2015

Páginas: 392

Nota no Skoob: 4,5

Minha nota: 2

Editora: Rocco

Sinopse:  Nunca é possível reconhecer o último momento de felicidade que antecede uma tragédia. Seja ela o ataque às torres do World Trade Center, seja o cruel bombardeio aliado sobre Dresden, que arrasou a cidade e a população civil da histórica cidade alemã na Segunda Guerra Mundial. Portanto, dificilmente há tempo de verbalizar o amor que se sente pelas pessoas próximas que, por um golpe do destino, tornam-se distantes. Esta constatação e os dois acontecimentos históricos guiam ‘Extremamente alto & incrivelmente perto’. O principal narrador do livro, Oskar, é um menino extremamente inteligente de 9 anos de idade, sofre com a morte do pai, uma das vítimas do ataque ao World Trade Center, que estava no local da tragédia por um mero acaso – uma reunião no Windows of the World, o restaurante no último andar de uma das torres.

Opinião da leitora: Assim que comentei que estava lendo esse livro, ouvi de vários amigos o quanto ele era maravilhoso. Todos pareciam ter amado.
Comecei a ler com a expectativa de sentir o mesmo. Infelizmente não foi o que aconteceu. Infelizmente mesmo. Li várias resenhas aqui e juro que queria ter sentido o mesmo que todos ao ler o livro. Mas a história não funcionou comigo.
Acho que a premissa é realmente muito boa, mas a execução não foi satisfatória para mim. Não me apeguei, não me emocionei e nem senti empatia pelos personagens. Não consegui gostar de verdade de nenhum deles. No máximo dos pais do Oskar. Aliás, o menino foi um motivo importante para eu não ter gostado do livro. Achei Oskar muito chato. Podem existir milhares de justificativas para ele ser daquele jeito (como ter Síndrome de Asperger), mas não desceu. Só conseguia revirar os olhos para as coisas que ele dizia e fazia. A avó só me despertou pena e o avô me deu raiva, mas a história paralela deles era interessante.
As intervenções no livro como bilhetes, fotos, etc, foram indiferentes para mim. Não desgostei, mas se não estivessem lá não fariam diferença.
Confesso que foi maçante concluir a leitura. Cheguei a pensar: “não aguento mais ler esse livro, quero terminar e começar outro”. E digo tudo isto com o coração na mão. Queria ter amado como todos.

O livro virou um filme chamado “Tão Forte, Tão Perto” estrelando Tom Hanks e Sandra Bullock. Confiram o trailer:

Uma prova de que o meu problema com o livro não foi a premissa é que os poucos minutos do trailer do filme me emocionaram muito mais do que todas as páginas do livro. Agora quero assistir para ver se a emoção despertada no trailer se concretiza no longa metragem.

Conheça ela

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Não se engane pelo jeito doce e riso fácil. Ela é mais forte do que você imagina. Suas maiores vitórias vieram no momento mais delicado de sua vida.

Não julgue as lágrimas frequentes. Choro é diferente de tristeza e sensibilidade é diferente de fraqueza.

Frieza não consta no dicionário dela. No lugar encontram-se beijos, abraços, sorrisos e carinhos.

Talvez ela afaste os mais avessos à relacionamento, mas ela não quer prender ninguém. Já foi controlada demais para fazer o mesmo.

Acredita que dois podem somar e até multiplicar. É esse o tipo de relação que ela deseja. Se for para subtrair ou dividir, melhor continuar sendo um.

Muitos dizem que se entrega demais, se machuca demais, sente demais. Ela prefere isso a não sentir nada. Mas sabe que um pouco mais de equilíbrio cairia bem.

Sempre achou que demonstrar sentimentos é uma virtude. Principalmente em um mundo onde as emoções são cada vez mais suprimidas.

Aliás, quem diz o que sente ganha pontos com ela. Tentar adivinhar o que se passa na cabeça do outro cansa e quase sempre falha.

Detesta brigas e discussões, mas adora uma conversa. Defende a ideia de que conversando se consegue resolver guerras. Basta que os dois lados queiram isso.

Prega a empatia e tenta exercê-la o máximo possível. Às vezes falha. É humana, comete e admite seus erros.

Procura manter sempre a calma. Geralmente consegue, mas desrespeito e falta de consideração a tiram do sério.

Fica magoada e chateada. Até o pedido de desculpas aparecer e fazer com que ela vire a página. Não gosta de guardar sentimentos ruins.

Muitas vezes se frustra, culpa a vida, se culpa e joga a toalha. Mas logo em seguida faz as pazes com o universo e consigo mesma. Não desiste.

Está sempre viajando ou programando a próxima viagem. Seja no mundo real ou no mundo dos livros.

Aprecia boas companhias e dá valor a elas. Ela tem certeza que as amizades que possui fazem seu mundo melhor.

Mas está sempre aberta para que novas pessoas entrem em sua vida. Gente boa nunca é demais.

Ela quer conhecer e ser conhecida. Descobrir, compreender, prestar atenção, perguntar, ouvir, se aprofundar.

Conhecer pessoas com seus defeitos e qualidades pode ser surpreendente. Mas as pessoas não se conhecem mais.

Ela não se resume a isso, você sabe. Ou saberia se a conhecesse.