5 coisas para deixar em 2014

Ano novo, vida nova! Já escrevi sobre nossa tendência a repensar a vida apenas no final do ano. Apesar de achar que devemos refletir durante todo o ano, é natural isso florescer mais ao final de ciclos.

Para entrar nessa onda de mudança, um dos temas do Rotaroots desse mês é listar 5 sentimentos, acontecimentos ou situações que queremos deixar de vez em 2014.

Aqui vai minha lista sem ordem específica:

1- Machismo

Esse ano comecei a ler mais sobre feminismo e passei a reparar mais no machismo nosso de cada dia. Ele está tão entranhado na nossa cultura que muitas vezes reproduzimos discursos e atitudes machistas sem nem nos darmos conta. Conhecendo melhor o feminismo e o que ele defende, pude repensar minhas atitudes para propagar mais essa ideia de igualdade, respeito e sororidade. Não é do dia para noite que vai ser possível mudar toda uma sociedade, mas quero deixar pelo menos o MEU machismo enterrado em 2014.

Recomendo muito a todos que pesquisem mais sobre o movimento para não reproduzirem conceitos errados e para entenderem o que de fato é o feminismo. A Clara Averbuck escreveu um texto muito bom para leigos na Carta Capital. Ela inclusive tem um site com outras mulheres que vale a pena ser lido: o Lugar de Mulher. E também é importante lembrar o discurso da Emma Watson em um evento da ONU esse ano ao lançar a campanha HeForShe.

2- Julgamento alheio

Nunca fui a favor do estilo de vida “não me importo com a opinião dos outros, sou assim e dane-se”. Acho que a opinião dos outros deve ser respeitada e vou sempre levar em consideração o que as pessoas têm a dizer. Quando a opinião passa a ser sobre você, o assunto fica mais delicado. Em alguns casos é apenas uma crítica construtiva (o que é benéfico), mas quando essa opinião passa a ser um julgamento sobre você e sua vida… Parou! Ninguém está em posição de julgar. Cada um com sua vida, gente! Você pode não concordar com as atitudes do outro, mas virar o juiz que determina o que é certo e errado NÃO DÁ!

Desde 1989 eu me importo com isso e acho que chegou a hora de dar um basta. É terrível viver com aquela máxima na cabeça: “mas o que vão pensar de mim?”. A verdade é que não importa. Se você está bem consigo mesmo, então jogue fora os julgamentos sem sentido que as pessoas lançam em cima de você. Em 2015 é isso que vou fazer. Estou muito feliz desse jeito, obrigada. Beijinho no ombro para o recalque. ;*

3- Insegurança

Minha insegurança está ligada a essa importância que eu costumo dar ao que os outros pensam de mim. Como disse, não pretendo ignorar a opinião das pessoas, apenas os julgamentos sem sentido. Então tenho que trabalhar a minha insegurança também. Preciso aprender de uma vez por todas que NUNCA serei capaz de agradar a todos e que eu não deveria querer isso. Não tem cabimento tentar ser quem não se é só para agradar aos outros. Se uma pessoa não gosta de você, não significa que não exista ninguém capaz de gostar.

Todos temos defeitos e qualidades. Caso não estejamos satisfeitos com alguma coisa, só cabe a nós a mudança. Estamos satisfeitos com tudo? Então não temos motivo para sermos inseguros. Deveria ser simples, mas sei que não é. Mesmo assim pretendo melhorar e deixar a maior parte da minha insegurança em 2014.

4- Mágoas

Você se abre para alguém, confia e a pessoa pisa em cima de todo o seu carinho. Te desrespeita, te machuca, te destrói. Diria que é impossível não ficar magoado com uma coisa dessas. Por mais que tentemos ser pessoas evoluídas, a mágoa nos atinge em cheio. É aquele ódio que inunda o coração, a tristeza que dói, o desejo de que a pessoa seja infeliz.

Apesar de serem sentimentos normais após uma decepção, a mágoa só faz mal a quem a sente. E vamos combinar que o sofrimento da situação que passou já foi demais. Ninguém precisa alimentar mais ainda esses sentimentos ruins. A pessoa que fez o mal com certeza não está nem ligando para a mágoa que eu ou você carregamos. Então vamos deixar as mágoas em 2014 pelo bem de nossos corações.

5- Pessoas pela metade

Pensei bastante para escolher a última coisa para enterrar em 2014. Refleti sobre minha vida e percebi que nos últimos tempos tenho encontrado muitas pessoas pela metade. Não são pessoas ruins (muito pelo contrário), são pessoas que não estão completamente lá. Podem ser amigos que só te procuram quando estão em crise, amores que só ficam quando estão bem, pessoas que não se entregam para ninguém (nem para a vida).

Na realidade, não tenho nada contra indivíduos assim. Todos estamos sujeitos a momentos de confusão e de GPS travando em que não conseguimos nos dar para nada/ninguém justamente porque não sabemos o que dar. Eu tenho uma leve tendência a querer resgatar essas almas, mas aprendi na marra que não dá certo. Cada um deve dar seu jeito para se achar no mapa da vida.

Pode ser que eu venha a encontrar mais pessoas pela metade e que não resista a tentar ajudar, mas por enquanto estou preferindo pessoas inteiras.


Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que resgata a velha e verdadeira paixão por manter seus diários virtuais. Quer participar? Então faça parte do nosso grupo no Facebook e inscreva-se no Rotation.

Comentar via Facebook

Comentários

2 comments

Deixe uma resposta