O medo que nos prende

O medo é um sentimento de insegurança despertado por uma determinada situação, pessoa ou objeto. Trata-se de uma sensação de perturbação e angústia perante um risco ou uma ameaça. O medo também pode ser entendido como o receio ou a apreensão de acontecer algo desagradável.

As causas do medo são diversas e individuais. É uma emoção que se desenvolve de maneira diferente em cada indivíduo, visto que os fatores responsáveis pela sua ativação são pessoais. Cada um reage de uma forma distinta aos estímulos físicos e mentais encontrados durante a vida. O que desperta o medo em alguns pode não despertar em outros.

As reações provocadas por esse sentimento podem variar desde um estado de alerta, essencial para a sobrevivência, até um pavor capaz de paralisar o ser. Em sua via positiva, o medo é um mecanismo de defesa que faz com que o indivíduo responda a situações adversas, visando proteger sua integridade. O problema reside na extrapolação do medo.

Em níveis exacerbados, o medo é capaz de podar sonhos, liberdade, felicidade. Ele nos prende em um ambiente “seguro”, nos impede de seguir nossas vontades e nos priva de descobrir maravilhas da vida. Pessoas paralisadas pelo medo não conseguem ser felizes. Muitos tipos de medo são capazes de fazer isso. Desde as fobias, que devem ser tratadas, até medos menos “sérios”, mas que também atravancam a felicidade.

 Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar.

– William Shakespeare

O medo de arriscar é extremamente comum e está associado ao medo de errar. Nesses casos, o fracasso é encarado de forma tão definitiva e catastrófica que a pessoa não dispõe nem a tentar. Fica-se na inércia. Vontades são deixadas de lado, rotas seguras são tomadas e vive-se uma vida morna. Claro que nem tudo vale o risco, mas é só questão de analisar para perceber que o que vale e o que não. Só não vale desperdiçar oportunidades sem sequer ponderar acerca delas.

O maior erro que você pode cometer, é o de ficar o tempo todo com medo de cometer algum.

Elbert Hubbard

“E se der errado?”. Se der errado, levanta a cabeça e tenta de novo. A maior parte das encruzilhadas que encontramos pelo caminho possuem um retorno. Talvez não ao ponto original, mas existe uma saída, uma forma de tentar algo novo depois de um erro. A consciência jamais fica tranquila quando gasta-se energia remoendo possíveis erros. Todos já erramos e todos ainda erraremos muito. Ninguém é impassível a erros. Melhor do que temê-los é assumi-los e contorná-los.

Temer o amor é temer a vida e os que temem a vida já estão meio mortos.

Bertrand Russell

Traumas e cicatrizes de relacionamentos anteriores podem fazer com que o medo do amor seja desenvolvido. Temer o amor é ter medo de amar, se entregar, se comprometer. Na verdade é o medo do que pode acontecer quando se ama e quando se relaciona com alguém. Medo de traição, de ser abandonado, de ser trocado, de ser enganado, de ser cobrado, de perder sua individualidade e liberdade, medo de perder esse amor. Esses medos podem se concretizar? Podem, e provavelmente vão mesmo, diversas vezes na vida. Mas nem sempre. Nem todo amor precisa ter um fim ruim ou ter um fim de fato. As experiências e lembranças desses amores também não precisam ser dolorosas. O amor de verdade gera momentos inesquecíveis e maravilhosos que valem muito a pena serem vividos.

Coragem é a resistência ao medo, domínio do medo, e não a ausência do medo.

Mark Twain

Quando qualquer tipo de medo chega em um estágio em que prejudica o andamento da vida, é hora de refletir e assumir o controle. Ter coragem! O medo continuará lá cumprindo seu papel de alerta, mas somos capazes de controlá-lo e aproveitarmos a vida.

Afinal…

A vida é maravilhosa se não se tem medo dela.

– Charles Chaplin

 

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