Resenha: Extremamente Alto & Incrivelmente Perto – Jonathan Safran Foer

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Início da leitura: 07/10/2015

Fim da leitura: 19/10/2015

Páginas: 392

Nota no Skoob: 4,5

Minha nota: 2

Editora: Rocco

Sinopse:  Nunca é possível reconhecer o último momento de felicidade que antecede uma tragédia. Seja ela o ataque às torres do World Trade Center, seja o cruel bombardeio aliado sobre Dresden, que arrasou a cidade e a população civil da histórica cidade alemã na Segunda Guerra Mundial. Portanto, dificilmente há tempo de verbalizar o amor que se sente pelas pessoas próximas que, por um golpe do destino, tornam-se distantes. Esta constatação e os dois acontecimentos históricos guiam ‘Extremamente alto & incrivelmente perto’. O principal narrador do livro, Oskar, é um menino extremamente inteligente de 9 anos de idade, sofre com a morte do pai, uma das vítimas do ataque ao World Trade Center, que estava no local da tragédia por um mero acaso – uma reunião no Windows of the World, o restaurante no último andar de uma das torres.

Opinião da leitora: Assim que comentei que estava lendo esse livro, ouvi de vários amigos o quanto ele era maravilhoso. Todos pareciam ter amado.
Comecei a ler com a expectativa de sentir o mesmo. Infelizmente não foi o que aconteceu. Infelizmente mesmo. Li várias resenhas aqui e juro que queria ter sentido o mesmo que todos ao ler o livro. Mas a história não funcionou comigo.
Acho que a premissa é realmente muito boa, mas a execução não foi satisfatória para mim. Não me apeguei, não me emocionei e nem senti empatia pelos personagens. Não consegui gostar de verdade de nenhum deles. No máximo dos pais do Oskar. Aliás, o menino foi um motivo importante para eu não ter gostado do livro. Achei Oskar muito chato. Podem existir milhares de justificativas para ele ser daquele jeito (como ter Síndrome de Asperger), mas não desceu. Só conseguia revirar os olhos para as coisas que ele dizia e fazia. A avó só me despertou pena e o avô me deu raiva, mas a história paralela deles era interessante.
As intervenções no livro como bilhetes, fotos, etc, foram indiferentes para mim. Não desgostei, mas se não estivessem lá não fariam diferença.
Confesso que foi maçante concluir a leitura. Cheguei a pensar: “não aguento mais ler esse livro, quero terminar e começar outro”. E digo tudo isto com o coração na mão. Queria ter amado como todos.

O livro virou um filme chamado “Tão Forte, Tão Perto” estrelando Tom Hanks e Sandra Bullock. Confiram o trailer:

Uma prova de que o meu problema com o livro não foi a premissa é que os poucos minutos do trailer do filme me emocionaram muito mais do que todas as páginas do livro. Agora quero assistir para ver se a emoção despertada no trailer se concretiza no longa metragem.

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