Resenha: Navegue a Lágrima – Letícia Wierzchowski

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Editora: Intrínseca

Número de Páginas: 208

Data de Publicação: 2015

Skoob: Adicione

Nota: 3/5

Livro físico: Saraiva / Submarino / Livraria Cultura

E-book: Saraiva / Livraria Cultura

Sinopse: Uma casa de praia, num idílico balneário no Uruguai, é o cenário de duas histórias de amor e perdas, separadas no tempo. Consumida pelo luto, a editora Heloísa escolhe se afastar da cidade onde morava e levar uma vida de isolamento na residência de veraneio que pertenceu à Laura Berman, uma escritora consagrada.
Entre muitos drinques, cercada de pertences e memórias dos antigos moradores, Heloísa começa a ser visitada pelas lembranças guardadas entre aquelas quatro paredes: a correria de crianças, dias de sol preguiçosamente passados à beira da piscina, o romance terno de Laura e seu marido Leon. Se é delírio ou magia, a nova moradora não consegue distinguir. Aos poucos, enquanto revira baús, ela mergulha no universo conflituoso da escritora, descobre pequenas traições cotidianas e o inexorável desgaste realizado pela passagem do tempo nas relações mais sólidas. Essa compreensão permite que, lentamente, Heloísa consiga enfrentar seus próprios fantasmas e desvelar a história de uma grande paixão.

Opinião da Leitora: Não sei se todos sabem, mas participo de um clube de leitura que se encontra mensalmente para discutir um livro escolhido no mês anterior. O grupo que participa é bem heterogêneo, mas todos são divertidos e simpáticos. Quem quiser saber mais sobre os encontros, é só entrar no Salada Mista (blog da Elise, criadora do clube).

Toda essa introdução foi para dizer que “Navegue a Lágrima” foi o livro que discutimos no encontro de abril. Quis ressaltar este fato porque é uma obra que eu normalmente não escolheria. Letícia Wierzchowski é uma escritora brasileira, autora de “A Casa das Sete Mulheres” (que vocês podem não ter lido, mas com certeza sabem que virou minissérie na Globo). Nunca tinha lido nada dela, então não sabia o que esperar.

Percebi que Letícia preza muito pela escolha de palavras. O texto, apesar de prosa, é quase uma poesia tamanho o cuidado da autora nesse aspecto. A história é contada em primeira pessoa por Heloísa. No lugar de diálogos, são apresentados inúmeros devaneios, reflexões e narrativas feitas pela personagem. Em muitos momentos Heloísa conversa diretamente com o leitor, artifício este que me incomoda. Ela mistura sua própria história com a dos antigos moradores da casa, fazendo correlações entre os acontecimentos em ambas as famílias. Não espere grandes clímax, é uma leitura profunda, reflexiva e sem sobressaltos.

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A capa e a diagramação são lindas. As páginas começam quase na metade, imagino que seja um recurso para dar maior volume ao livro. As letras azuis são muito bonitos, mas dificultam um pouco a leitura.

Admito que é um livro bem escrito e construído com cuidado, mas não me pegou. Acredito que este tipo de leitura pede uma empatia maior para ser apreciada, o que não aconteceu comigo. Não consegui me conectar com as personagens e suas histórias, por isso acabei achando o livro sem graça e chato em alguns momentos. A maior prova de que vai muito de pessoa para pessoa é que eu fui a única do clube que não gostou. Todos os outros se emocionaram e recomendam a leitura.

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