Resenha: Temporada de Acidentes – Moïra Fowley-Doyle

DSC07787Editora: Intrínseca

Número de Páginas: 256

Data de Publicação: 2016

Skoob: Adicione

Nota: 3/5

Livro físico: Saraiva / Submarino / Livraria Cultura / Amazon

E-book: Livraria Cultura / Amazon

Sinopse: Guardem as facas, protejam as quinas dos móveis, não mexam com fogo. A temporada de acidentes vai começar.
Acontece todo ano, na mesma época. Todo mês de outubro, inexplicavelmente, Cara e sua família se tornam vulneráveis a acidentes. Algumas vezes, são apenas cortes e arranhões. Em outras, acontecem coisas horríveis, como quando o pai e o tio dela morreram. A temporada de acidentes é um medo e uma obsessão. Faz parte da vida de Cara desde que ela se entende por gente. E esta promete ser uma das piores.
No meio de tudo, ainda há segredos de família e verdades dolorosas, que Cara está prestes a descobrir. Neste outubro, ela vai se apaixonar perdidamente e mergulhar fundo na origem sombria da temporada de acidentes. Por que, afinal, sua família foi amaldiçoada? E por que não conseguem se livrar desse mal?
Uma narrativa sombria, melancólica e intensa sobre uma família que precisa lidar com seus segredos e medos antes que eles a destruam.

Opinião da Leitora: Esse foi mais um livro lido por causa do Clube de Leitura. A sinopse é atrativa e desperta a curiosidade do leitor. Leva a crer que é um young adult bem diferente do que estamos acostumados, focando não na vida escolar e nos romances adolescentes, mas sim em um mistério bem peculiar. Realmente o livro não envereda pelo caminho mais fácil e aborda temas pesados numa narrativa que utiliza o suspense como alavanca. O problema é a forma como a obra é desenvolvida.

A narração é feita em primeira pessoa por Cara, uma adolescente que mora com a mãe (Melanie), a irmã (Alice) e um “irmão postiço” (Sam). A dinâmica familiar é um tanto diferente. Após ficar viúva do pai das meninas, Melanie se casa com o pai de Sam (Christopher). Sem muitas explicações, Christopher abandona todos, inclusive Sam, que continua na casa como filho de Melanie. E todos são vítimas da chamada “temporada de acidentes” que acomete a família todo mês de Outubro. As consequências vão desde de arranhões e machucados até a morte.

É difícil não se sentir envolvido pela temática, ainda mais eu que sou ávida por mistérios. Contudo, a autora peca no modo como a história se desenrola. A narrativa é lenta, cansativa e modorrenta. Os artifícios utilizados por Moïra  não me encantaram, mas acredito que agrade à outras pessoas. Ela utiliza muitas metáforas fantásticas e descrições detalhadas de pontos irrelevantes para a trama. Toda a parte fantasiosa da história não me envolveu e me fez tirar muitos pontos do livro. Já a parte real e direta é muito mais interessante. Infelizmente a autora demora a revelar suas intenções e o tema verdadeiro do livro. Quando finalmente entendemos sobre o que se trata a história, terminamos a leitura. Acredito que Moïra se preocupou tanto em camuflar os segredos por trás da temporada de acidentes que perdeu a oportunidade de discutir melhor um tema tão forte e importante. Apesar da autora dar algumas pistas durante a narrativa, a revelação não deixa de ser surpreendente. Porém, o suspense não se sustenta e cheguei ao final do livro mais preocupada em terminar a leitura do que em desvendar o mistério.

Outro ponto que me fez não aproveitar tanto a leitura foi o material humano. Os personagens não são cativantes, chegam a ser chatos. A narração feita por Cara contribuiu para que eu não sentisse empatia por ninguém. Sua visão oblíqua impede que conheçamos mais Alice, que é de longe mais interessante que a irmã. Se conectar com os personagens é o primeiro passo para gostar de um livro, e isto não aconteceu aqui.

Embora seja um tema importante, Moïra Fowley-Doyle não executou da forma esperada. A abordagem poderia ser feita de forma mais interessante e agradável. No final achei um livro mediano, mas tenho certeza que funciona para outras pessoas.

Já leu? O que achou?

 

Comentar via Facebook

Comentários

Deixe uma resposta